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Dia Mundial do AVC – Dra. Luiza Satie Tazo

De acordo com a Médica Neurologista da Rede Metropolitana Dra. Luiza Satie Tazo, CRM-PR: 15425 | RQE: 10103, o AVC é uma das causas mais frequentes de incapacidade, e em nosso país, é a segunda causa de morte. De acordo com dados do Ministério da Saúde, são 400 mil casos por ano e mais de 100 mil óbitos.  

A incidência é maior na população adulta idosa, porém, os casos em adultos jovens têm aumentado significativamente. Hoje, 10% dos casos ocorrem com idade inferior a 55 anos, destes 3,9% tem menos de 45 anos. Esta estatística está relacionada a 2 principais motivos mudanças no estilo de vida e avanços na medicina com maior facilidade para o diagnóstico.

Há 2 dois tipos de AVC:

  1. O Isquêmico, 85% dos casos, ocorre por uma súbita obstrução de fluxo sanguíneo para uma determinada área do cérebro, sendo mais frequentes por placa de aterosclerose ou por embolia.
  2. O Hemorrágico ocorre por ruptura espontânea de um vaso, seja por um aneurisma ou malformação vascular ou por causa pressórica.

Para que possamos fazer uma prevenção, precisamos conhecer os principais Fatores de Risco, que são:

  • Idade, sexo e raça: o risco aumenta progressivamente com a idade. O sexo masculino e a raça negra são os mais acometidos.
  • Pessoas com doenças vasculares prévias (como outros AVCs, infartos cardíacos ou tromboses) ou com arritmias cardíacas e doenças cardíacas valvulares .
  • Hipertensão Arterial e o Diabetes, ambas lesionam as paredes de vasos sanguíneos.
  • Dislipidemias: o excesso de gordura no sangue leva à formação de placas em parede dos vasos sanguíneos, dificultando a passagem de sangue.
  • O Tabagismo é de risco, pois a fumaça dos cigarros provocam diversas alterações no sistema circulatório .
  • O sedentarismo leva à obesidade, que leva aos outros fatores de risco (Hipertensão arterial, Diabetes e alterações lipídicas).
  • O uso de Álcool e drogas elevam a Pressão Arterial e colesterol.
  • Em mulheres, o uso de Anticoncepcional, principalmente aliada ao tabagismo, Hipertensão arterial e Enxaqueca favorecem o risco para doenças vasculares.

Como reconhecer se uma pessoa está tendo AVC?

Precisamos observar os principais alertas:

  • Perda súbita da força, formigamento e/ou dormência em um dos lados do corpo
  • Dificuldade repentina de falar ou compreender o que se fala
  • Perda visual, particularmente quando afeta um lado só
  • Tontura ou desequilíbrio súbitos
  • Dor de cabeça intensa

Uma forma fácil de gravar e prestar atendimento rápido a uma pessoa é pelo método mnemônico: a Escala  SAMU   (sigla do Serviço e Atendimento Móvel de Urgência):

Sorriso – Peça para a pessoa dar um sorriso. Se a boca dela entortar, pode ser sinal de AVC.

Abraço- Peça para a pessoa te dar um abraço ou levantar os braços como se fosse abraçar. Se ela tiver dificuldade de levantar um dos braços ou um deles cair após ter sido levantado, pode ser sinal de AVC.

MensagemPeça para a pessoa repetir uma frase ou mensagem. Se ela não compreender ou não conseguir repetir, pode ser sinal de AVC.

Urgente – Se identificar um ou mais desses sinais, ligue IMEDIATAMENTE para o SAMU e chame uma ambulância.

A orientação que pode salvar vidas é:

Ligar imediamente para o SAMU – através da Linha Verde. O paciente será encaminhado ao Hospital mais próximo e, caso seja um AVC isquêmico, poderá ser beneficiado com uso de “Trombolíticos”.

No entanto, o tempo é imprescindível para que esta terapia possa acontecer. O intervalo entre o AVCI e a administração da medicação trombolítica (Alteplase) é de no máximo 4 horas e meia, sendo que para isso os exames investigatórios devem ser estar prontos antes deste intervalo, que seria a “janela terapêutica”. Após esse período, o risco de complicações da terapia aumentam, tornando-a inviável.

Sabendo dos fatores de risco, fica fácil aprender a prevenir, e nem precisa de tantas dicas:

  1. Evitar hábitos e vícios que sabidamente levam às doenças cardiovasculares (cigarros, excesso de bebidas alcoólicas, drogas, sedentarismo, obesidade…)
  2. Controlar os fatores de risco conhecidos como glicemia e Pressão Arterial.
  3. Se necessário, mudar a dieta, evitando gorduras, açúcar, sal e excessos.
  4. Controlar o peso.
  5. Iniciar atividades físicas regulares
  6. Melhorar a qualidade de vida, com lazer ou atividades saudáveis, evitando o stress.
  7. Fazer acompanhamento médico regular para detecção e controle de fatores de risco.

Fonte:

Dra. Luiza Satie Tazo – Médica Neurologista

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